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Jose Raúl Capablanca y Graupera

Que ganhar elogios de outros enxadristas ao longo da vida como jogador de xadrez, sabe-se que é bem complicado, quase impossível de acontecer. A maioria dos enxadristas são de falar pouco, quase não se manifestam sobre outros jogadores. Capablanca foi, e é exceção.

Jose Raúl Capablanca y Graupera é reconhecido por quase todos os grandes enxadristas do mundo todo, como um dos maiores jogadores de xadrez do mundo, tanto na sua habilidade, tática, estratégia, e para alguns outros, ele era um gênio do tabuleiro.

Além de ser um enxadrista que de forma simpática, se comunicava muito bem com outros enxadristas, ele era reconhecido por ser uma pessoa muito acessível para se conversar. Mas se falarmos da sua vida como profissional do xadrez, saberemos o porque ele já foi chamado de gênio.

Ao contabilizarmos os primeiros 35 torneios que Capablanca particou, ele sempre variou entre primeiro e segundo lugar, nuca abaixo disso, e ao longo da vida, participou de 567 matches, e sofreu apenas 35 derrotas. Capablanca coneguiu estabelecer um recorde de ficar 8 anos sem uma única derrota, o cubano simplesmente não perdia, por mais habilidoso que fosse o adversário. Os únicos enxadristas que superaram essa marca de tanto tempo sem saber o que era uma derrota foram Fischer, Karpov e Kasparov.

A União Soviética é o grande celeiro de celebridades do xadrez. Os maiores enxadristas do mundo vieram de lá. Capablanca mudou essa escrita, e durante quase meio século foi dele, um ocidental, quem mandou no mundo do xadrez. O cubano conseguiu o feito de ser reconhecido por todos os cantos do mundo, coisas que até então era esclusiva dos sivéticos, no que se referia a xadrez. (além de Capablanca, o único ocidental que conseguiu tamanho reconhecimento foi Bobby Fischer, dos EUA).

A história de como ele começou no xadrez é diferente da histórias de tantos outros enxadristas. Ele aprendeu a movimentação das peças, por conta própria, aos quatro anos e aos doze derrotou o campeão de Havana num match. Aos dezoito, antes de participar de um grande evento internacional, derrotou o campeão norte-americano Marshall por 8 a 1. Devido ao notável resultado, foi convidado para o grande Torneio Internacional de San Sebastián, em 1911. O Dr. Bernstein, um dos participantes de renome, protestou contra a inclusão do desconhecido e, como nos contos de fada, Capa derrotou-o brilhantemente na rodada de abertura.

Tentando estabelecer-se como o desafiante de Lasker, Capa partiu então para uma excursão relâmpago na Europa, confrontando-se com os principais mestres em minidesafios de duas partidas. Venceu quase todos eles.

Lasker, sentindo o risco que seu título corria perante esse jovem e perigoso rival, conseguiu evitar o match, apesar do clamor público crescente, até que a Primeira Guerra Mundial encerrasse temporariamente as atividades do xadrez. Mas, com a volta dos torneios internacionais, o Clube de Xadrez de Havana fez uma oferta de 20000 dólares, que Lasker, empobrecido pela guerra, aceitou. Ele jogou todo o match apaticamente e Capa tornou-se campeão mundial por uma margem de 4 a 0 com dez empates numa série originariamente programada para 24 partidas.

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